DIA DO MÉDICO – UMA HOMENAGEM AO SAUDOSO DR. SALIM LOPES

15/10/2020 20:07:48
Compartilhar
Curso de Sanitarista no Instituto Oswaldo Cruz – 1945

Filho dos imigrantes libaneses Nede Assad Lepus e Rathar Bader Lepus (Lopes) que chegaram ao Brasil, com seus filhos Youssef (José) Rathar e Henaine, no início do século XX, Salim Lopes nasceu em Manoel de Moraes, distrito de Santa Maria Madalena, em 6 de setembro de 1904.     A família mudou-se para São Francisco de Paula (atual Trajano de Moraes), depois de alguns anos, para Rio Bonito e por volta de 1920, para Nova Friburgo, devido ao estado de saúde da sua irmã Hennaine, que exigia um clima de montanha.

Salim estudou no internato do conceituado Colégio Brasil, em Niterói, do Prof. João Brasil, ingressando na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, em 1924.  Como quintanista, trabalhou na campanha de erradicação da febre amarela, epidemia que dizimava centenas de vidas, na cidade do Rio de Janeiro, Distrito Federal, na época.

 Uma vez formado, em 1929, fez parte da equipe médica do Hospital Pedro Ernesto. Em nossa cidade, foi auxiliar de cirurgia de Dr. Mário Sertã.

Montou se consultório médico, na parte térrea de sua residência, na Rua Ministro Vianna do Castelo (atual Fernando Bizzotto), construída para o seu casamento com a Srta. Zuleika Esteves Ferreira Alves, da sociedade carioca.

Teve como um dos seus primeiros pacientes, o seu vizinho Manoel Afonso Cunha, o “Quidinho”, filho do ilustre escritor Euclides da Cunha.          Foi médico substituto da Rede Ferroviária Leopoldina, tendo clinicado nas farmácias Braune e Vieira. Lecionou Física, Química e Ciências Naturais, por doze anos, no Colégio Modelo.                               

Inaugurado o Centro de Saúde, em 1938, na Rua D. Umbelina (atual Augusto Cardoso), foi designado para o setor de Doenças Transmissíveis. Durante o ano de 1945, fez o Curso de Sanitarista no Instituto Oswaldo Cruz (hoje, Fundação), tendo se classificado em 2º lugar.

Foi nomeado Chefe do Distrito Sanitário IX (Centro de Saúde de Teresópolis) e, posteriormente, Chefe do Distrito Sanitário V (Centro de Saúde de Nova Friburgo). Naquela época, para exercer tal função, o médico tinha de ser sanitarista, e os Centros de Saúde eram subordinados à Secretaria Estadual de Saúde, e não à Secretaria Municipal.

Ocupou o cargo de Inspetor da 3ª Região Médica-Sanitária, cuja sede era Nova Friburgo, abrangendo os municípios de Cachoeiras de Macacu, Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Duas Barras, Sumidouro, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes.

Recebendo o Título de Cidadão Friburguense por indicação do Vereador Benício Valadares – 1982

No Sanatório Santa Teresinha, para tuberculosos, no Catarcione, foi auxiliar de cirurgia.

Aposentado do serviço público, continuou exercendo a sua profissão, como clínico geral, tendo sido médico de família de várias gerações.

Foi médico dos funcionários do Banco do Brasil, dos funcionários da extinta Usabra (indústria de móveis de fórmica) e das protegidas da Casa Madre Roselli. Durante algum tempo, foi responsável por uma das enfermarias do Hospital Regional, atual Raul Sertã.                                      No INSS, ocupou um cargo no setor de Contas Médicas.

Em 29 de agosto de 1982, teve a subida honra de receber o Título de Cidadão Friburguense, por indicação do Vereador Benício Valadares.

Exerceu a sua profissão até 1989, portanto, durante 60 anos, quando um problema ocular, lhe tirou a visão, obrigando-o a encerrar as suas atividades.

 Faleceu aos 89 anos de idade, em 15 de outubro de 1993.

 A memória deste fiel seguidor dos preceitos de Hipócrates permanecerá viva nos corações de seus familiares e de outros, que tiveram o privilégio de com ele conviver, pelos seus exemplos de TRABALHO, HONRADEZ e SIMPLICIDADE.

Compartilhar