Prefeituras de Friburgo e da Região ameaçam decretar estado de calamidade

21/10/2016 09:55:32
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Estado cortou verbas de ampliação do Raul Sertã; recuperação da Avenida Campesina e manutenção da UPA de Conselheiro

A crise financeira que assola os cofres do governo estadual deve provocar um efeito cascata nas prefeituras do interior do Rio, inclusive nas cidades de Nova Friburgo e do Centro-Norte Fluminense. Às vésperas do fechamento dos mandatos, prefeitos anunciaram que pretendem decretar coletivamente estado de calamidade financeira.

O movimento foi iniciado esta semana no Rio, durante encontro na sede da Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro (Amerj), no Rio.

Assim como ocorre na crise estadual, as cidades tiveram queda acentuada na arrecadação e redução dos recursos referentes aos royalties de petróleo. Dezenas de convênios que previam repasses do governo para as prefeituras também foram suspensos. A situação é descrita por prefeitos como dramática em todas as áreas, principalmente na educação e na saúde.

Durante o encontro, o prefeito de Friburgo, Rogério Cabral, se queixou do corte de repasses de verbas destinadas à saúde. Os recursos seriam em torno de R$ 8 milhões.

“Estamos mantendo as UPAs com recursos do município e com repasses da União. O estado deixou de enviar sua parte”, disse Rogério Cabral, que deixa o cargo em dezembro.

Nova Friburgo também perdeu recentemente cerca de R$ 16 milhões em repasses estaduais do Programa Somando Forças, que previam obras de contenção, urbanização e ampliação do Hospital Raul Sertã – esta última inacabada.

Para tentar fechar as contas de 2016, Rogério Cabral iniciou um enxugamento profundo na folha de pagamento, com até 200 demissões e corte de gratificações.

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