DRIVE-IN – UM ANTIGO SUCESSO VOLTA AO CARTAZ

24/06/2020 20:16:56
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Foto: Reprodução internet

O jornal “Extra”, na sua edição da sexta-feira, dia 19 de junho de 2020, noticiou: “Barra ganha novo drive-in na Cidade das Artes”. Para os jovens, tal notícia divulgava uma grande novidade, o DRIVE-IN, para os mais velhos, tratava-se apenas do retorno de um modismo que, no Brasil, teve o seu apogeu nos últimos anos da década de 1960, nos anos 70 e nos primeiros de 80.

O cinema era, na época, a maior das diversões, encontrando-se no seu apogeu (desde a década de 1940), tendo Hollywood como a sua capital. Os artistas eram verdadeiros astros inatingíveis, que brilhavam esplendorosos no céu da fama: Ava Gardner, Marlon Brando, Sofia Loren, Tony Curtis, Elizabeth Taylor, Elvis Presley, Grace Kelly, Burt Lancaster, Gina Lollobrigida, Clark Gable, Brigitte Bardot, Robert Taylor, Rock Hudson, Victor Mature e muitos outros.

Nas salas de projeção, os filmes se sucediam: Os épicos arrebatavam; os românticos emocionavam; os históricos ilustravam; as superproduções empolgavam; os infanto-juvenis terminavam, sempre, com “um final feliz”.
Portanto, era chegado o momento de inovar, na área da “Sétima Arte”. Os cinemas, além de ocupar espaços fechados, deveriam se expandir para locais abertos, ao ar livre. Foi quando surgiu a ideia do drive-in, o cinema “de dentro do carro”.

Na cidade de São Paulo ocupou áreas no Ibirapuera, Barra Funda, Água Branca; na Praia Grande, no litoral. Na cidade do Rio de Janeiro, na Lagoa Rodrigo de Freitas e, bem mais tarde, na Barra da Tijuca. Brasília, Curitiba e Porto Alegre ofereceram, também, a diversão do drive-in aos interessados.
Os espectadores apreciavam os filmes projetados num telão, no aconchego de seus carros. Contavam com o serviço de bar e de lanchonete, servidos por garçons e garçonetes que traziam os petiscos e as bebidas, em bandejas, fixadas nas janelas dos carros.

Foto: Reprodução internet

Nova Friburgo aderiu ao modismo, nos primeiros anos da década de 1970. As sessões do nosso drive-in aconteciam na Praça do Suspiro, no campo de futebol do antigo Fluminense Atlético Clube, ao lado da Capela de Sto. Antônio (hoje, no local, o Teatro Municipal e a Praça das Colônias). A feira, também, funcionava naquele espaço, duas vezes por semana, às quartas e aos sábados, pela manhã. 

Com o surgimento do VHS-Vídeo Home System (Sistema Doméstico de Vídeo), gravação em fitas magnéticas de vídeo-tapes, a partir de 1976, os cinemas entraram em declínio e os drive-in acabariam por desaparecer. Isto devido à facilidade do usuário ver os seus filmes prediletos, em casa, na tela da televisão, usando um vídeo. Então, as vídeo-locadoras proliferaram. 

Em 1997, mais um avanço tecnológico, as fitas de vídeo foram substituídas pelo sistema DVD- Discos Versáteis Digitais. 
Agora, no auge da pandemia do novo corona-vírus, quando as casas de diversão se encontram fechadas, como os teatros e os cinemas, há uma tendência de retorno dos antigos e singulares drive-in.

                                                                                              Por quanto tempo irão perdurar?

Foto: Reprodução internet
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