Filmes da semana de 24/09 a 30/09

24/09/2026 17:40:22
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Estreia esta semana nos cinemas de Nova Friburgo Marido de Aluguel, nova comédia dirigida por Paulo Fontenelle e estrelada por Maurício Manfrini e Mariana Xavier. A história acompanha Vadeco, um sujeito cheio de conversa e habilidade para resolver pequenos problemas do dia a dia, que trabalha como uma espécie de faz-tudo e acaba entrando em uma situação muito maior do que poderia imaginar. Do outro lado está Alice, uma mulher endividada que enfrenta dificuldades para manter a casa e a família. Quando Vadeco surge em sua vida, a princípio parece ser apenas a solução prática para alguns dos problemas domésticos. Só que a chegada dele coincide com o retorno de Roger, ex-marido de Alice, que foge da prisão e aparece disposto a complicar ainda mais uma situação que já estava longe de ser simples. A partir daí, o filme transforma uma situação aparentemente cotidiana em uma sequência de confusões, encontros inesperados e acontecimentos que colocam Vadeco cada vez mais perto do centro da história. O personagem de Manfrini começa como alguém que parece estar apenas tentando ganhar a vida, mas acaba assumindo uma responsabilidade que não estava nos seus planos. A comédia aposta bastante no jeito popular de Maurício Manfrini, conhecido pelo personagem Paulinho Gogó, e explora justamente o contraste entre a personalidade descontraída de Vadeco e as circunstâncias cada vez mais complicadas nas quais ele se envolve. Mariana Xavier funciona como contraponto, trazendo para Alice uma personagem que precisa lidar ao mesmo tempo com problemas financeiros, familiares e com a presença inesperada desse novo aliado. Paulo Fontenelle também mistura humor com elementos de ação e situações de tensão. Em entrevista, o diretor explicou que buscou uma linguagem próxima dos desenhos animados, trabalhando com exagero e comédia física para construir os acontecimentos do filme. O resultado é uma comédia nacional que não pretende transformar sua história em algo sofisticado ou complicado. A proposta é criar uma sucessão de situações absurdas em torno de personagens que acabam envolvidos em uma confusão muito maior do que esperavam. O elenco ainda reúne Alexandre Lino, Alexandra Richter, Heitor Martinez, Letícia Isnard e Letícia Braga, entre outros nomes. Com aproximadamente 1h25 de duração, Marido de Aluguel chega aos cinemas como uma opção para quem procura uma comédia brasileira leve, com humor popular, confusões familiares e um protagonista que vai descobrindo seu lado de herói no meio do caos. Vale o ingresso e a classificação indicativa é para 14 anos.

Outra estreia desta semana nos cinemas de Nova Friburgo é A Ilha Esquecida, nova animação da DreamWorks dirigida por Joel Crawford e Januel P. Mercado. Ambientada nas Filipinas dos anos 1990. A história acompanha Jo e Raissa, duas amigas inseparáveis que estão prestes a tomar rumos diferentes depois da conclusão do ensino médio. Na última noite antes da mudança de Raissa para os Estados Unidos, as duas acabam encontrando um misterioso portal que as leva até Nakali, uma ilha fantástica cercada por criaturas inspiradas nas lendas e histórias da cultura filipina. O que inicialmente parece ser a realização de uma antiga fantasia logo ganha contornos bem mais perigosos. Presas naquele mundo desconhecido, Jo e Raissa descobrem que existe um preço para permanecer na ilha. Suas próprias lembranças começam a desaparecer. Quanto mais tempo passam em Nakali, maior é o risco de esquecerem momentos importantes da amizade que construíram desde a infância. A aventura, então, passa a ser também uma corrida contra o tempo para encontrar uma saída antes que as duas deixem de se reconhecer. A produção utiliza esse ponto de partida para misturar aventura, humor, fantasia e uma história sobre amizade e mudanças. Jo e Raissa possuem personalidades bastante diferentes, mas justamente essa relação entre as duas funciona como o centro emocional da trama. Enquanto enfrentam criaturas e situações inesperadas, também precisam lidar com o medo de que a separação que já parecia inevitável aconteça de uma maneira muito mais definitiva. Visualmente, A Ilha Esquecida chama atenção pela combinação de diferentes estilos de animação, com referências a animes, ao hip-hop filipino e às histórias tradicionais do país. Joel Crawford e Januel P. Mercado, que também trabalharam juntos em O Gato de Botas 2: O Último Pedido, apostam em uma estética bastante colorida e movimentada para criar o universo de Nakali. Com cerca de 1h49 de duração, A Ilha Esquecida combina fantasia e aventura com uma história que coloca a amizade no centro da jornada. É uma opção para quem procura uma animação que vai além das brincadeiras e usa um mundo fantástico para falar sobre memória, despedidas e os laços que permanecem mesmo quando a vida começa a mudar. A classificação indicativa é de 10 anos.

O frio, o isolamento e uma imensidão praticamente sem saída são os principais adversários de Coração Selvagem, filme que também estreia esta semana nos cinemas de Nova Friburgo com Brad Pitt no papel principal. Dirigido por David Ayer, o longa acompanha James Belmont, um ex-integrante das Forças Especiais que sobrevive a um acidente aéreo e fica perdido no território selvagem do Alasca ao lado de Odin, seu cão de combate. Sem contato com a civilização e com poucos recursos para enfrentar as condições extremas do local, James precisa encontrar uma maneira de continuar avançando. A jornada transforma a dupla em uma parceria de sobrevivência, enquanto frio, fome, animais selvagens e os perigos da própria região tornam cada passo uma nova dificuldade. Mais do que uma aventura convencional, o filme utiliza essa situação para explorar a relação entre o homem e o animal que permanece ao seu lado quando todas as outras possibilidades desaparecem. Odin não funciona apenas como companhia, mas como parte fundamental da luta de James para permanecer vivo e encontrar o caminho de volta. David Ayer, diretor de filmes como Esquadrão Suicida e O Protetor, aposta aqui em uma narrativa mais concentrada na ação e na sobrevivência. A produção também reúne J.K. Simmons e Anna Lambe no elenco e tem roteiro de Cameron Alexander. O filme combina ação, aventura e drama em uma história que coloca seus personagens diante de uma natureza tão imponente quanto perigosa. Para quem gosta de filmes de sobrevivência, a paisagem do Alasca funciona praticamente como mais um personagem da história. A classificação indicativa é de 14 anos.

Há filmes que chegam aos cinemas para apresentar uma novidade. E há aqueles que aparecem décadas depois para reencontrar um público que já cresceu acompanhando seus personagens. É o caso de One Piece: O Filme, produção japonesa lançada originalmente em 2000 e que finalmente ganha exibição nos cinemas brasileiros nesta semana, 26 anos depois de sua estreia no Japão. Com apenas cerca de 50 minutos, a animação dirigida por Junji Shimizu pertence a uma fase bastante inicial de uma das maiores franquias dos animes. Naquele momento, Luffy ainda estava formando sua tripulação, e a aventura reúne apenas alguns dos personagens que se tornariam presença constante na jornada dos Chapéus de Palha. A história começa quando Luffy, Zoro, Nami e Usopp acabam envolvidos em uma disputa pelo lendário tesouro de Woonan, um pirata que teria acumulado uma fortuna gigantesca antes de desaparecer misteriosamente. O problema é que eles não são os únicos interessados na lenda. Eldrago, um pirata ambicioso que possui o poder de uma Akuma no Mi, também está atrás do ouro e transforma a busca em uma corrida perigosa. Mais do que uma grande aventura independente, o filme funciona como uma espécie de fotografia de One Piece em seus primeiros anos. A animação ainda tem a simplicidade visual característica daquele período e uma história mais direta, construída em torno de uma ilha misteriosa, um tesouro perdido e um grupo de piratas disposto a se meter em qualquer confusão que apareça pelo caminho. Para quem acompanha a série há anos, existe um interesse especial em rever Luffy e seus companheiros quando a tripulação ainda estava longe de ter o tamanho e a importância que alcançaria posteriormente. Até mesmo a ausência de personagens que hoje são fundamentais ajuda a mostrar quanto o universo de Eiichiro Oda se expandiu desde então. Outro atrativo está na chegada do filme com dublagem inédita em português, reunindo vozes conhecidas do anime brasileiro, como Carol Valença, Glauco Marques, Tati Keplmair e Adrian Tatini. A versão exibida nos cinemas também preserva músicas marcantes dos primeiros tempos da franquia, incluindo “We Are!” e “Memories”. O lançamento ainda vem acompanhado do curta Carnaval de Dança do Jango, ampliando um pouco a experiência para os fãs que forem ao cinema. Essa não é uma produção nova, mas justamente aí está parte de sua graça. Para quem conhece a trajetória de Luffy, assistir a uma de suas primeiras aventuras na tela grande pode funcionar como uma viagem ao passado. Para quem está chegando agora ao universo dos Chapéus de Palha, é uma aventura curta e bastante simples, que apresenta uma versão ainda embrionária da franquia. Vale o ingresso e a classificação indicativa é para 14 anos.

De volta aos cinemas de Nova Friburgo, Vingadores: Ultimato Encore traz novamente para a tela grande o capítulo que encerrou uma das fases mais importantes do Universo Cinematográfico da Marvel. Dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, o filme reúne os principais heróis da franquia em uma batalha decisiva contra Thanos, depois dos acontecimentos que mudaram completamente o destino de seus personagens. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth e Mark Ruffalo no elenco, a produção combina ação, humor e momentos emocionais em uma história marcada por despedidas e grandes confrontos. O relançamento é uma oportunidade para rever o longa no cinema e também para quem não teve a chance de acompanhá-lo na tela grande. Esse é um reencontro com um dos grandes eventos da cultura pop dos últimos anos. Vale o ingresso e a classificação indicativa é para 12 anos.

A dica para assistir em casa desta semana é O Monstro em Mim, minissérie de suspense psicológico da Netflix que coloca Claire Danes e Matthew Rhys em um jogo perigoso de desconfiança e obsessão. A trama acompanha Aggie Wiggs, uma escritora que tenta retomar a vida depois de uma tragédia pessoal e vê sua rotina mudar quando um homem misterioso se torna seu novo vizinho. Nile Jarvis é rico, influente e carrega uma suspeita perturbadora de um possível envolvimento no desaparecimento de sua primeira esposa. O que começa como curiosidade para Aggie logo se transforma em uma investigação cada vez mais arriscada, na qual verdade, culpa e manipulação se confundem. Com boas atuações e uma atmosfera sombria, a minissérie aposta mais no suspense psicológico do que na ação e mantém a dúvida sobre quem realmente representa a maior ameaça. Uma boa escolha para quem gosta de mistérios, personagens complexos e histórias cheias de reviravoltas.

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