Ao encerrarmos 2025, retomamos a tradição de selecionar os altos e baixos da temporada cinematográfica. É importante ressaltar que esta lista reflete minha visão pessoal e as análises que cultivei ao longo do ano. O objetivo não é desmerecer o esforço artístico, mas sim avaliar os resultados finais que chegaram às telas no Brasil em 2025.
Melhores filmes de 2025
1. O Agente Secreto (Brasil)
O filme de Kleber Mendonça Filho é o grande marco do ano. Um thriller político ambientado no Recife de 1977 que utiliza o suspense para falar sobre vigilância e resistência. Com Wagner Moura em estado de graça, é uma obra tecnicamente impecável.
2. Parthenope (Itália)
Paolo Sorrentino entrega sua obra mais ambiciosa desde A Grande Beleza. O filme é uma odisseia estética que acompanha uma mulher ao longo de décadas em Nápoles, discutindo o mito, a beleza e a liberdade com uma fotografia deslumbrante.
3. Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another)
O retorno de Paul Thomas Anderson é um evento cinematográfico. Com Leonardo DiCaprio, o longa é uma jornada frenética e existencialista pelos EUA, consolidando-se como um dos roteiros mais complexos e fascinantes de 2025.
4. A Menina com a Agulha (Dinamarca)
Um drama histórico dinamarquês que chocou e encantou a crítica. Com uma estética expressionista e uma narrativa sombria sobre sobrevivência feminina no pós-guerra, é um filme que fica gravado na memória pela sua coragem visual.
5. Nosferatu
Robert Eggers prova que é o mestre da atmosfera. Esta releitura do vampiro clássico é sufocante, sombria e visualmente riquíssima, trazendo um terror que não depende de sustos fáceis, mas de uma sensação constante de pavor.
6. Os Mortalhas (The Shrouds)
David Cronenberg entrega uma ficção científica existencialista (coprodução europeia) que explora o luto através de uma tecnologia que permite observar os mortos. É um filme cerebral e profundamente original, como só o mestre do “body horror” conseguiria fazer.
7. Superman
James Gunn trouxe o brilho de volta aos blockbusters. O filme é uma celebração da esperança e da bondade, fugindo do pessimismo dos últimos anos para entregar uma aventura colorida, emocionante e profundamente humana.
8. Frankenstein
A versão de Guillermo del Toro é pura poesia gótica. O filme foca na solidão da criatura e na arrogância do criador, criando um melodrama visual que reafirma Del Toro como um dos maiores contadores de histórias da atualidade.
9. Vermiglio (Itália/França)
Este drama épico ambientado nos Alpes italianos ao final da Segunda Guerra foi a grande surpresa europeia de 2025. Com uma fotografia naturalista e atuações viscerais, o filme narra a chegada de um soldado refugiado em uma vila isolada, mudando o destino de uma família para sempre.
10. Homem com H (Brasil)
A cinebiografia de Ney Matogrosso encerra a lista como um exemplo de ousadia nacional. É um filme sensorial, que foge das fórmulas tradicionais para celebrar a transgressão e o poder transformador da arte de um dos nossos maiores ícones.
Piores filmes de 2025.
1. A Guerra dos Mundos (Amazon/Universal)
Mesmo com o nome de um clássico, esta versão foi massacrada. A tentativa de contar a invasão alienígena através de redes sociais e telas de celular foi considerada irritante e visualmente pobre, sendo apontada por muitos como o maior erro cinematográfico do ano.
2. Encontro de Pais (Playdate)
A comédia que uniu Kevin James e Alan Ritchson chegou ao Brasil sem fôlego. O consenso é que o filme é um “vazio de risadas”, com uma trama de ação preguiçosa que desperdiça o potencial físico de seus protagonistas em piadas que já não funcionam mais.
3. Pistoleiros (Gunslingers)
Nicolas Cage costuma dividir opiniões, mas em Pistoleiros a crítica foi quase unânime: o filme é uma bagunça. Com roteiro confuso e cenários que pareciam artificiais, o longa foi descrito como um faroeste sem identidade e sem a energia necessária.
4. Alarme (Alarum)
Sylvester Stallone estrela este suspense policial que foi rotulado como “cinema de algoritmo”. A crítica brasileira e internacional apontou que o filme parece ter sido escrito por uma inteligência artificial sem criatividade, entregando cenas de ação genéricas e um vilão esquecível.
5. Noiva de Armas (Bride Hard)
Rebel Wilson tentou misturar casamento com tiroteio, mas a receita desandou. O filme foi criticado pelo tom inconsistente — ora pastelão demais, ora tentando ser um filme de ação sério — resultando em uma experiência que não diverte nem empolga.
6. Five Nights at Freddy’s 2: Pesadelo sem Fim
Diferente do primeiro, que conquistou os fãs, a sequência foi vista como um caça-níqueis. O comentário geral é que o filme se tornou repetitivo, focando apenas em fan service barato e esquecendo-se de construir uma atmosfera de terror real.
7. Estado Elétrico (The Electric State)
A grande aposta da Netflix para 2025 acabou sendo um balde de água fria. Apesar do visual deslumbrante, o público e a crítica sentiram que o filme é longo demais e “frio”, com uma história de robôs que não consegue fazer o espectador se importar com os humanos.
8. Força das Sombras (Shadow Force)
Um filme de ação que passou despercebido por sua mediocridade. Foi criticado por ser excessivamente derivativo, roubando elementos de franquias como John Wick e Missão Impossível, mas sem ter um décimo da qualidade técnica dessas obras.
9. Corra Amanhã (Hurry Up Tomorrow)
O projeto estrelado por The Weeknd e Jenna Ortega foi chamado de “um videoclipe esticado de duas horas”. A crítica detonou a falta de estrutura narrativa, afirmando que o filme priorizou a estética visual em detrimento de uma história que fizesse o menor sentido.
10. Branca de Neve (Disney)
O live-action da Disney encerra a lista cercado de controvérsias. Além das polêmicas de produção, o resultado final foi criticado por um CGI datado e uma descaracterização da história original que não agradou nem às novas gerações, nem aos fãs do desenho clássico.








