Defensoria Pública também abre inquérito contra mulher e igreja por falas racistas e homofóbicas

11/08/2021 18:59:34
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Pregadora é acusada de falas racistas e homofóbicas

Delegacia de Polícia, Ministério Público e, agora, também a Defensoria do Estado do Rio. O Núcleo de Combate ao Racismo e à Discriminação Étnico-Racial (NUCORE) da Defensoria Pública decidiu instaurar inquérito (procedimento de instrução), esta semana, contra a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra de Nova Friburgo e a pregadora Karla Cordeiro. É mais um capítulo no recente e rumoroso caso, de repercussão nacional, onde a pregadora Karla Cordeiro é acusada de racismo e homofobia dentro da referida igreja no início deste mês, em Friburgo.


Durante pregação, Karla Cordeiro disse em sua fala para os fiéis pararem “de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay”, entre outras… Um vídeo que circula pelas redes sociais é a principal prova de acusação.


No inquérito policial, a pregadora já foi ouvida pela 151ª DP. Assim que for concluído, o material será encaminhado para o Ministério Público. Ela e os responsáveis pela igreja também deverão ser intimados para prestar informações à Defensoria Pública, que, através do inquérito próprio investigará as responsabilidades da igreja e da “agressora”.


RETRATAÇÃO APÓS ESCÂNDALO


Após a repercussão do vídeo, Karla Cordeiro publicou uma nota de retratação nas redes sociais. Na publicação, a pregadora pediu desculpas pelos termos utilizados na palestra e afirmou ter sido “infeliz nas palavras”.


“Eu, na verdade, fui infeliz nas palavras escolhidas e quero afirmar que não possuo nenhum tipo de preconceito contra pessoas de outras raças, inclusive meu próprio pastor é negro, e nem contra pessoas com orientações sexuais diferentes da minha, pois sou próxima de várias pessoas que fazem parte do movimento LGBTQIA+”, ressaltou na nota. Na nota de retratação, a pregadora declarou, ainda, que não era a intenção dela praticar nenhum ato discriminatório.

“A minha intenção era de afirmar a necessidade de focarmos em Jesus Cristo e reproduzirmos seus ensinamentos, amando os necessitados e os carentes. Principalmente as pessoas que estão sofrendo tanto na pandemia. Fui descuidada na forma que falei e estou aqui pedindo desculpas”, disse.


“Ressalto também que as palavras que utilizei não expressam a opinião do meu pastor, nem da minha igreja”, frisou.

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