Dez anos após tragédia climática, Região Serrana tem 86 mil pessoas morando em áreas de risco

13/01/2021 10:54:25
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Deslizamentos: perigo constante na região

Uma década depois da maior catástrofe climática do país, a população da Região Serrana, que ainda convive com marcas da destruição e perigos do passado, segue com medo de outras tragédias.

A estimativa é que ainda residam em áreas de risco 18 mil pessoas em Teresópolis (10% da população) e 20 mil em Friburgo, totalizando 38 mil. Já em Petrópolis, seriam 12 mil moradias, ou cerca de 48 mil pessoas

As chuvas que começaram no dia 11 de janeiro de 2011 causaram enchentes e deslizamentos, deixando oficialmente 918 mortos. Hoje, no entanto, nas cidades mais atingidas — Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis —, há pelo menos 86 mil pessoas vivendo em áreas de risco. Especialistas avaliam que, embora o fenômeno visto dez anos atrás seja raro, a região não está preparada nem para chuvas fortes.

E a previsão da meteorologia de um verão mais chuvoso no Sudeste — de acordo com o Climatempo, o volume para a Serra deve ultrapassar a média de 300 milímetros — coloca a região sob apreensão.

— O evento ocorrido há uma década foi muito extraordinário. Mas isso não significa dizer que não devemos ter a região da Serra preparada para chuvas fortes. Infelizmente, ela não está. As condições melhoraram pouco em relação a 2011 — diz Paulo Canedo, professor do Laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ. — O problema crônico é a ocupação desordenada do solo.

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