O juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), condenou nesta quarta-feira, 29/9, o ex-governador Sérgio Cabral Filho e sua ex-mulher, Adriana Ancelmo, pelo crime de peculato, pelo uso particular de helicópteros do Governo do Estado para transporte de familiares, funcionários, políticos e amigos.
Segundo a decisão da Justiça, o ex-governador terá que cumprir mais 11 anos e oito meses de reclusão. Já sua ex-mulher, Adriana Ancelmo, pegou por esse crime mais oito anos e quatro meses de prisão. Os dois também terão que pagar, como indenização ao Estado, o total de R$ 19,9 milhões.
Cabral e Adriana foram condenados a cumprir a pena em regime fechado, mas, de acordo com a decisão, podem recorrer em liberdade. O ex-governador, como está preso por outras condenações, permanecerá em regime fechado.
Em sua decisão, o juiz disse que a pena menor da ex-primeira-dama, considera o fato de Adriana Ancelmo não ser a chefe do executivo e pelo menor número de crimes encadeados.
Cabral e Adriana Ancelmo foram denunciados em 2018 pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, após a conclusão das investigações que tiveram origem em representação formulada pelos então deputados estaduais Marcelo Freixo, Luiz Paulo Corrêa da Rocha e Paulo Ramos.
Na denúncia, Cabral foi acusado de ter utilizado o helicóptero no mínimo em 2.281 voos particulares, durante seus dois mandatos como governador do Estado (2007- 2010 e 2011- 2014).
Pelo mesmo crime, a ex-primeira-dama foi acusada de utilizar os helicópteros para voos privados por pelo menos 220 vezes. A maioria dos voos, segundo o MP, tinha como destino o condomínio Portobello, em Mangaratiba.








