DELEGADO DIZ QUE DENÚNCIA FEITA POR UM EMPRESÁRIO ESTÁ EM ANDAMENTO –
O delegado titular da 151ª DP, Heberth Tavares Cardoso, informou que diligências policiais estão em andamento para apurar denúncias relatando a utilização de atestados médicos virtuais falsos.
Um empresário friburguense, além do registro na Polícia Civil, fez a denúncia também ao Ministério Público, à Secretaria municipal de Saúde de Friburgo e ao Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj). A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) também já está ciente e também abriu inquérito para apuração da denúncia.
Preocupado com o aumento de 20% dos atestados apresentados em sua empresa e informado sobre um número de WhatsApp onde poderia conseguir o documento para justificar ausência no trabalho, o empresário denunciante fez um teste antes de procurar a polícia, usando um chip novo e dados fictícios. Pagou e obteve licenças para duas pessoas, pelos sete dias pedidos, por R$ 70 cada uma.
O processo do site usado para obtenção de atestados médicos falsos é automatizado. Não há consulta online. Além de uma lista de doenças, o usuário pode selecionar a unidade de saúde – incluindo opções como UPA e SUS – e escolher o período de afastamento. Este site foi retirado do ar esta semana, após a denúncia vir a público.
Depois de preencher um questionário simples e informar dados pessoais, entre eles o CPF, o interessado em adquirir o atestado médico falso é direcionado ao pagamento por PIX, com a promessa de que, após a transferência, receberá o atestado.
“Materializamos a notícia crime com provas. Estamos aguardando as investigações que estão sendo realizadas pelos órgãos competentes”, disse o denunciante.
O atestado falso pode resultar em pena de dois a três anos de prisão, além de multa. A conduta pode envolver outras infrações, como falsificação de documentos. No trabalho, a consequência costuma ser a demissão por justa causa.












