Friburgo: Justiça decreta preventiva de mulher suspeita de exercício ilegal da profissão

21/10/2021 09:45:31
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A prisão em flagrante foi no distrito de Conselheiro (foto: 151ª DP)

ELA É ACUSADA PELA 151ª DP DE COMETER TRÊS CRIMES


A Justiça de Nova Friburgo decidiu por manter presa a jovem de 21 anos suspeita de falsidade ideológica, exercício ilegal de profissão e exposição de crianças a constrangimento.


Maria Rita Daudt foi presa em flagrante, na última segunda-feira, 18/10, em um consultório no distrito de Conselheiro Paulino. De acordo com a polícia, ela se apresentava como psicopedagoga, contudo, ainda não cncluiu o curso (está no quarto período).


A decisão da juíza Rachel Assad da Cunha foi proferida nesta quarta-feira, 20/10, em audiência de custódia. “INDEFIRO A LIBERDADE PROVISÓRIA E CONVERTO A PRISÃO EM FLAGRANTE EM PRISÃO PREVENTIVA”, decidiu a magistrada.
Além de exercer a profissão ilegalmente, segundo a polícia, a jovem também publicava fotos dos pacientes nas redes sociais, o que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente.


Na fachada do consultório, em Conselheiro Paulino, um cartaz citava a série de serviços oferecidos no local. Entre eles: avaliação diagnóstica; estimulação cognitiva; consciência fonológica; interpretação de desenho infantil, entre outros.
Ainda segundo a polícia, a Maria Rita atendia crianças com deficiência. No cartaz, também havia a informação de que a jovem prestava serviços para quem tem dislexia, TDAH, síndrome de down, entre outros.


A jovem ainda utilizava as redes sociais para promover o trabalho. No perfil pessoal, ela afirmava ter licenciatura em pedagogia, bacharelado em psicopedagogia e ser pós graduanda em neuropsicopedagogia, alfabetização e letramento e psicomotricidade. Para a polícia, entretanto, Maria Rita afirmou estar no quarto período do curso de pedagogia.


De acordo com a Polícia Civil, já existiam dois registros contra a suspeita na delegacia e ela já havia sido ouvida, mas insistiu em continuar atendendo. Os agentes efetuaram a prisão após receberem informações de que a jovem estava consultando.


“Em que pese o crime não envolver violência ou grave ameaça à pessoa, a conduta reveste-se de gravidade suficiente para demonstrar o flagrante risco à ordem pública com a liberdade da custodiada”, afirmou a juíza Rachel Assad da Cunha.


O QUE DIZ A DEFESA


Em nota divulgada numa emissora de TV local, a defesa afirmou que “vai requerer ao juiz de Nova Friburgo, responsável pela condução do processo a partir de agora, o exame aprofundado das provas trazidas nos autos pela defesa”.


Isso porque, segundo a defesa, as provas “não foram analisadas de forma razoável e proporcional pela juíza de custódia, que se pautou em um subjetivismo e não na lei, já que Maria Rita preenche os requisitos para responder o processo em liberdade, por ser primária, possui residência fixa e bons antecedentes”, finalizou.

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