Friburgo: Vereador ataca prefeito, que contra-ataca com acusações contra adversário

25/06/2026 11:27:07
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JOHNNY MAYCON E MARCOS MARINS SE ENFRENTAM NAS REDES SOCIAIS  –

O prefeito Johnny Maycon (PL) e o vereador Marcos Marins (PSD), notórios adversários políticos voltaram a trocar duras acusações nas redes sociais. O clima esquentou e promete novos capítulos.

A briga pública partiu do vereador Marcos Marins. O parlamentar usou a tribuna da Câmara para denunciar que o Governo Johnny Maycon teria feito mais de R$1 milhão em investimentos em um fundo ligado ao Banco Master. Ainda segundo o vereador, o prefeito teria retirado o recurso do fundo previdenciário – o que é vedado por lei – para a referida aplicação, aplicado o que teria provocado um prejuízo de mais de R$400 mil aos cofres públicos. “Quando o prefeito retira dinheiro dos aposentados e usa em outras fontes ele está cometendo crime”, disse Marins.


PREFEITO: “CORRUPÇÃO? NÃO! É O VEREADOR QUEM DEVE EXPLICAÇÕES”

Em reação, o prefeito postou vídeo nas redes sociais com a seguinte resposta:


“É extremamente importante destacar que tudo o que é dito no vídeo, assim como nesta descrição, está acompanhado de robustas provas documentais. Não fazemos como o nosso opositor, que insiste em apresentar uma série de mentiras sem qualquer fundamentação. Temos respeito e ética em nossos posicionamentos.


Quem nos acompanha no dia a dia sabe que dificilmente vamos a público responder a acusações infundadas e provocações. Porém, existem momentos que ultrapassam todos os limites, e é por isso que estamos aqui para esclarecer alguns fatos.


Como se vê, o vereador Marcos Marins nos acusa de ter investido mais de R$ 1 milhão no Banco Master. A aplicação à qual ele se refere ocorreu em 4 de setembro de 2020. E quem era o prefeito naquela época? Isso mesmo: Renato Bravo. E quem, naquele ano, ocupou uma das subsecretarias de Finanças na gestão de Renato Bravo? Acertou quem respondeu: Marcos Marins. E o que aconteceu ainda naquele ano? Marcos Marins disputou as eleições como candidato a vice-prefeito na chapa de Renato Bravo. Logo, quem deve explicações à sociedade sobre essa operação são eles.


Ainda sobre este caso, é preciso destacar alguns pontos:


1) Primeiramente, a operação não possui qualquer relação com o Banco Master, uma vez que a gestora do fundo META VALOR RESP LIMITADA FIF AÇÕES é a Meta Asset Management Ltda. (CNPJ 06.088.907/0001-30), gestora independente sediada no Leblon, Rio de Janeiro, sem qualquer vínculo societário, de controle ou econômico com o Banco Master ou com seu braço de gestão (Master Asset Management/MAM Asset). A afirmação do vereador decorre de erro de identificação entre pessoas jurídicas com nomes semelhantes.


2) O ato realizado em setembro de 2020 descumpriu o rito legal ao não consultar o Comitê do Fundo da Previdência nem o Conselho Municipal de Previdência, o que gera suspeitas que precisam ser apuradas.


Diante dessas situações notadamente graves, o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual e a Polícia Federal estão sendo cientificados, a fim de que possam adotar as medidas que entenderem necessárias.


Penso que, além da sociedade, a imprensa isenta e imparcial também deverá cobrar esclarecimentos do vereador Marcos Marins acerca dos fatos aqui narrados e demonstrados publicamente.


Encerro dizendo que não há satisfação maior do que poder deitar a cabeça no travesseiro todos os dias e dormir com a consciência tranquila. E que, apesar das falhas e limitações, seguimos firmes no propósito de não negociar nossos princípios e valores.

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