Maçonaria endurece discurso e lança campanha contra manutenção de 21 vereadores em Friburgo

11/11/2014 14:23:53
Compartilhar
Maçons são contra mudança na lei

Em email encaminhado ao jornal eletrônico NFemfoco, representantes da Loja Maçônica Indústria e Caridade, instituição friburguense dentre as mais antigas e respeitadas da cidade, endureceu discurso acerca da pressão de alguns vereadores para colocar em votação o aumento para 21 vagas na Câmara Municipal. Em 2012, o Legislativo aprovou a redução para 15 cadeiras, a partir da eleição de 2016.

Os representantes da Maçonaria criticam a posição dos vereadores que querem alterar a lei que reduziu para 15 o número de vagas para a eleição de 2016, tendo em vista principalmente porque em 2012 houve ampla discussão sobre o assunto com intensa mobilização popular a favor da redução. E mais, “que os fundamentos jurídicos apresentados à época já foram superados, não havendo nenhuma vantagem para a população de Nova Friburgo, se debater novamente o assunto”.
Alguns Vereadores pretendem colocar em votação projeto de Lei para aumentar o número de vagas em 21, contrariando a redução para 15 cadeiras, conseguida após mobilização popular no ano de 2012.

A Loja Maçônica Indústria e Caridade, à época, foi uma das entidades líderes do movimento, sendo criticada por certos vereadores, por ter se manifestado apenas, meses antes das eleições. Dessa feita, desde aquele movimento a Loja Maçônica Indústria e Caridade tem acompanhado regularmente as sessões do Legislativo, através da presença de seus membros.

“Certos Vereadores devem ter esquecido de que foram eleitos pelo voto do povo, e somente pelo voto do povo poderão ser reeleitos. A Câmara Municipal foram alçados para ser a voz do povo, o fiscal de seus direitos”, diz trecho da nota. “As atitudes dos Vereadores refletem seu comprometimento com a sociedade e aqueles que forem contra a vontade declarada da população, deverão e vão sofrer inevitável revés nas urnas”, acrescenta.

A Maçonaria destaca ainda que “não pouparemos esforços para impedir, democraticamente, a reeleição de qualquer vereador que vote contra a vontade popular demonstrada através da manifestação de 16 maio de 2012”.

A entidade afirma ainda que “para tanto, pautada por consulta realizada junto a Justiça Eleitoral, produziremos extensiva campanha esclarecedora a população, sobre quais os vereadores são favoráveis ao eventual projeto de lei, para aumentar o número de vereadores”.

Compartilhar