Polícia prende suspeito de vender dados pessoais e ferramentas usadas em fraudes pela internet

10/08/2026 15:53:03
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Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) deflagraram, nesta segunda-feira, 10/8, a Operação Caixa-Preta para desarticular um esquema criminoso especializado na criação de sites voltados à comercialização de dados pessoais e ferramentas utilizadas em fraudes pela internet.

Um homem apontado como um dos principais envolvidos no esquema foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e teve aparelhos eletrônicos e outros materiais apreendidos.

A investigação teve início a partir de um relatório de inteligência cibernética que identificou um conglomerado de sites utilizados para oferecer produtos e serviços voltados à prática de diferentes crimes.

Durante as diligências, os policiais encontraram indícios de comercialização de dados sigilosos, compra e venda de bases de informações pessoais, cartões de crédito clonados e ferramentas conhecidas como “checkers”.

Esses programas são utilizados para testar vulnerabilidades em sistemas de instituições bancárias e obter informações que podem ser exploradas posteriormente em golpes e fraudes.

Com base em um trabalho técnico de rastreamento digital e financeiro, foi possível identificar um dos principais envolvidos no esquema, apontado como responsável pela coordenação e manutenção de parte da estrutura utilizada para a comercialização de dados e ferramentas.

As diligências também apontaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelo indivíduo. Empresas vinculadas a ele teriam movimentado valores superiores ao faturamento anual informado. Ele possui, ainda, outras anotações criminais e responde a procedimentos relacionados a crimes cibernéticos, inclusive em outros estados.

Durante as diligências realizadas nesta segunda-feira, os policiais localizaram o homem em um imóvel na Baixada Fluminense. No local, foram apreendidos oito celulares, um notebook, diversos cartões bancários e chips de telefone.

As investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização criminosa, rastrear o fluxo financeiro dos valores obtidos com as fraudes e reunir novos elementos probatórios que contribuam para a completa elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

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