Motociclista jogado embaixo de carreta: “Senti a mão de Deus”

07/07/2022 20:20:57
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ELE DIZ QUE AGORA TEM 2 ANIVERSÁRIOS APÓS SAIR VIVO DE ACIDENTE IMPRESSIONANTE –


Por Hannif Linhares e Larissa Vilarinho, g1 – Região Serrana RJ


O que passaria na sua cabeça se você fosse atingido pela porta de um carro que estava sendo aberta e fosse jogado embaixo de um carreta? O pensamento do empresário Luiz Henrique Santos Pinheiro, de 23 anos, era que ele não podia perder o aniversário da avó.


O empresário estava andando de moto nessa quarta-feira, 6/7, na Rua Plínio Casado, em Cachoeiras de Macacu, quando foi jogado sob um caminhão que passava. Apesar de todo o susto, Luiz está bem e sente apenas dores. Ele foi levado para o Hospital Celso Martins e a previsão é que ele recebesse alta ainda nesta quinta-feira, 7/7.


“A primeira coisa que eu vou fazer quando chegar em casa é abraçar minha avó, porque sábado é aniversário dela e Deus me livre não passar o aniversário junto com ela. Isso é o que passava na minha cabeça na hora do acidente”, disse.


O acidente foi registrado por uma câmera de segurança. Luiz trafegava pela faixa da direita, quando, inesperadamente, uma motorista que estava dentro de um carro parado abriu a porta do motorista bem no momento que ele passava.


O empresário foi jogado embaixo do carreta que seguia na rua. Ele chegou a sumir embaixo do veículo, mas logo depois se movimentou e se arrastou para fora.


“Me sinto vivo de novo e que tive uma nova chance. Eu senti que a mão de Deus me puxou para o lado e que não era a minha hora ainda. Agora tenho dois aniversários”, diz.


Luiz contou que estava indo para casa almoçar quando tudo aconteceu. Ele tinha sentido o celular tocar e parou no acostamento para verificar, mas, como era só uma mensagem, seguiu viagem e foi atingido.
Segundo ele, em nenhum momento achou que fosse morrer. O pensamento só veio quando chegou ao hospital.


“Entendi que tudo na vida tem um propósito e o momento certo. Porque, se fosse um segundo a mais ou um segundo a menos, poderia ter sido fatal”, avalia.


Questionado se tem vontade de falar com a motorista que abriu a porta, ele disse que “sim” e entende que acidentes acontecem.

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