Preso em Friburgo, homem é condenado pela morte de ex-namorada

26/11/2021 08:19:11
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Bruno cumprirá pena em regime fechado pela morte de Luiza (imagens: TJRJ (e)/arquivo (c))

PENA ULTRAPASSA 25 ANOS DE PRISÃO –

Matéria: Reprodução TJ-RJ

O Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri da Capital condenou, nesta quinta-feira, 25/11, Bruno Ferreira Correia a 25 anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que impossibilitou a defesa da namorada Luiza Nascimento Braga, morta com diversas facadas no pescoço e no rosto.


Após o crime, Bruno fugiu para Nova Friburgo, onde foi preso 46 dias depois por policiais da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).


Estudante de Ciências Sociais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Luiza foi encontrada morta no dia 22 de junho de 2019, depois de desaparecer no dia 19 de junho, após ter passado a noite anterior na casa de Bruno, no bairro do Anil, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio.


A sentença de condenação foi proferida às 21h35min, pelo presidente do júri, juiz Daniel Werneck Cotta, da 2ª Vara Criminal da Capital. O magistrado destacou as circunstâncias do crime como razões para o cumprimento da pena em regime fechado. Quatro homens e três mulheres atuaram como jurados.


“As circunstâncias negativas da empreitada criminosa, consistentes nas qualificadoras e reconhecidas na aplicação da pena, no caso, evidenciam a gravidade concreta, pois o delito teria sido praticado por meio de múltiplos golpes de faca, mediante meio cruel, por motivo fútil e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Nesse sentido, a constrição cautelar imposta justifica-se como forma de manutenção da ordem pública. Nesse quadro, se afiguram insuficientes as medidas cautelares alternativas à prisão, devendo ser mantida a prisão preventiva do acusado. Ademais, aplicável o disposto no artigo 492, inciso I, alínea e, do Código de Processo Penal. Expeça-se carta de execução provisória.”


JURI


O júri começou às 14h30min. Ao todo, foram ouvidas duas testemunhas de acusação – uma colega de Luiza do curso de Cinema que foi a última pessoa a vê-la com vida, e a mãe de Luiza – e uma de defesa, vizinha dos avós que criaram Bruno desde pequeno, em Nova Friburgo.


No interrogatório, por orientação da defesa, Bruno respondeu apenas às perguntas formuladas pelo defensor público e pelos jurados. Ao ser perguntado sobre seu estado civil, ele respondeu “viúvo”, causando indignação nos parentes e amigos da vítima que assistiam ao julgamento.


Ele contou que, no dia dos fatos, enquanto Luiza tomava banho, resolveu examinar o celular dela, tendo encontrado mensagens e fotos que indicavam uma traição. Quando ela saiu do banho eles teriam começado uma briga, ocasião em que Luiza tentou tirar o celular das mãos de Bruno. A partir desse momento, ele afirma não se lembrar de mais nada.


RELEMBRE O CASO


Luiza desapareceu no dia 19 de junho de 2019, depois de ter passado a noite na casa de Bruno, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Depois do desaparecimento, seu pai ainda recebeu uma mensagem da filha, mas desconfiou não ser dela. Sem informações, uma vez que nem Luiza nem Bruno atendiam as ligações do casal, no dia 22 de junho os pais da vítima decidiram ir até a residência onde Luiza havia morado com o acusado. No local, encontraram o corpo da jovem de 25 anos ocultado por um cobertor e com diversas facadas no pescoço e no rosto. Após o crime, Bruno fugiu para Nova Friburgo, onde foi preso 46 dias depois.

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