A única estreia desta semana é Sonic 2. Sucesso nos videogames na década de 90, Sonic foi a principal resposta da Sega para combater o crescimento da Nintendo com o Super Mario e foi certamente uma aposta ousada ao trazer um ouriço antropomórfico que tinha a missão de derrotar o Doutor Eggman. Visualmente o jogo era inovador, foi bem recebido pelo público o que iniciou uma saga interminável que hoje, já chegou aos cinemas e essa continuação, vai agradar aos fãs e até as crianças que ainda não tiveram contato com o jogo. É uma boa sequência que soube como utilizar os personagens, suas origens e adaptar tudo isso a um roteiro que apesar de ser quadrado, é funcional. O enredo traz um Sonic mais independente e com novos desafios. Agora ele é um Super-Herói, e vai precisar encarar um grande desafio com o retorno do Doctor Robotnik/Eggman que desta vez, vem acompanhado do esperto Knuckles, um dos personagens recorrentes da série Sonic the Hedgehog. O filme tem muita aventura, boas lições e tudo que agrada ao público-alvo. Alguns problemas, porém, são gritantes, mas vão incomodar mesmo somente aos adultos. O CGI para gerar o live-action é exagerado e o tempo todo. Praticamente tudo foi gravado em estúdio. O roteiro também não traz nada de novo. Parece uma síntese do manual do roteiro, tudo óbvio e sem criatividade. O elenco conta com a ótima participação de Jim Carrey, e do casal James Marsden e Tika Sumpter que estão fofos nas cenas. É uma produção que faz jus ao legado do Sonic, bem cuidado dentro das suas limitações, e que vai manter viva a chama acesa pelos seus criadores a mais de trinta anos. É um bom passeio para levar as crianças. Vale muito o ingresso e a indicação etária é para maiores de 10 anos.
Sugestão: A dica desta semana para assistir em casa vai para Os Mortos Não Morrem. Estreia ressente na Netflix, essa produção conta com um elenco que chama a atenção com nomes como Bill Murray, Adam Driver, Tilda Swinton, Selena Gomez, Danny Glover e Steve Buscemi, só para citar alguns. É uma comédia que busca a sátira para fazer uma crítica social importante usando como pano de fundo o universo dos filmes de zumbis. Não vai agradar a todos pelo ritmo cadenciado e pelo humor marcado pelos detalhes, mas vale muito pelo elenco e pelo debate que está sendo abordado.







