FILMES DA SEMANA DE 13/08 A 19/08

13/08/2026 15:57:55
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Estreia esta semana nos cinemas de Nova Friburgo O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell, diretor que chamou a atenção do público com a atmosfera inquietante de Corrente do Mal. Desta vez, Mitchell aposta em uma aventura de ficção científica com forte inspiração no cinema dos anos 1980. A história acompanha a família Platt, que vê sua rotina virar de cabeça para baixo quando um acontecimento misterioso transporta um subúrbio inteiro para um ambiente hostil e completamente desconhecido. A partir daí, mais do que encontrar uma maneira de sobreviver, a família precisa se manter unida enquanto tenta entender o que está acontecendo. Mitchell capricha na construção visual. A fotografia granulada, as cores e a própria composição das cenas remetem claramente ao cinema de aventura daquela época, lembrando nomes como Steven Spielberg e Rob Reiner, mas sem transformar o filme em uma simples cópia de seus trabalhos. O diretor também sabe explorar muito bem o espaço suburbano, que passa de um lugar familiar e seguro para um cenário cada vez mais ameaçador. Um dos destaques está no elenco. Anne Hathaway e Ewan McGregor conseguem transmitir a preocupação e a urgência de dois pais tentando proteger os filhos enquanto tudo ao redor perde o sentido. As crianças também têm bons momentos e ajudam a dar mais naturalidade e emoção à história, especialmente nas situações em que o filme poderia facilmente cair no exagero. O problema está no roteiro. A premissa é interessante e cria boas possibilidades, mas o desenvolvimento nem sempre acompanha essa criatividade. O filme abraça muitas das convenções das aventuras dos anos 1980 e, em alguns momentos, dá a sensação de já termos visto aquela história antes. Há ecos de produções como Jurassic Park, principalmente na maneira como o desconhecido é apresentado como uma ameaça constante. E se o começo desperta curiosidade sobre até onde aquela situação pode chegar, a conclusão acaba sendo mais convencional do que se poderia esperar. Não chega a comprometer a experiência, mas deixa a sensação de que o filme poderia ter sido um pouco mais ousado justamente no momento em que precisava surpreender. Ainda assim, o filme funciona bem como entretenimento. É uma aventura de ritmo agradável, com bons efeitos visuais, uma atmosfera bem construída e uma história que consegue equilibrar o fantástico com o drama de uma família tentando permanecer unida diante de uma situação completamente absurda. Não é um filme que pretende reinventar o gênero, mas David Robert Mitchell demonstra mais uma vez que sabe criar atmosfera e conduzir o espectador. Para quem gosta de aventuras com um toque de ficção científica e, principalmente, sente saudade daquele clima de grandes filmes de aventura dos anos 1980, pode ser uma boa opção para o cinema. Vale o ingresso e a indicação etária é para maiores de 14 anos.

Outra estreia desta semana nos cinemas em Nova Friburgo é A Morte de Robin Hood. Esqueça por um momento o Robin Hood que o cinema nos ensinou a conhecer. Aquele herói habilidoso com o arco, defensor dos pobres e sempre pronto para enfrentar os poderosos, praticamente não existe em A Morte de Robin Hood. Michael Sarnoski pega uma das lendas mais conhecidas da cultura popular e faz algo bem mais arriscado transformando o herói em um homem cansado, marcado pela violência e obrigado a encarar as consequências de tudo o que fez. Na pele desse Robin Hood envelhecido e ferido está Hugh Jackman, em uma interpretação muito diferente da imagem de herói que o ator costuma carregar. Seu personagem não está interessado em aventuras ou grandes discursos. Depois de uma batalha que quase lhe custa a vida, Robin é encontrado gravemente ferido e recebe ajuda de uma mulher misteriosa, interpretada por Jodie Comer. É nesse momento que o filme muda de direção e passa a se interessar menos pela lenda e muito mais pelo homem que existe por trás dela, e essa talvez, seja a maior surpresa do filme. A Morte de Robin Hood não é uma aventura medieval tradicional. Sarnoski prefere o silêncio, os olhares e as conversas difíceis. Aos poucos, o personagem começa a revisitar uma vida marcada por crimes e mortes, questionando a própria história e a maneira como outras pessoas transformaram suas ações em uma espécie de lenda heroica. O resultado é um filme bastante sombrio e, em alguns momentos, até desconfortável. A violência existe, mas não é utilizada apenas para criar espetáculo. Ela serve para mostrar o preço de uma vida construída em torno da brutalidade. Robin não é apresentado como um homem perfeito que perdeu o caminho, mas como alguém que precisa conviver com suas escolhas e descobrir se ainda existe espaço para algum tipo de redenção. Hugh Jackman segura muito bem essa transformação. É uma atuação que funciona justamente por não tentar transformar o personagem novamente em um grande herói. Jodie Comer também encontra bons momentos como Sister Brigid, criando uma relação interessante com esse homem que parece já ter desistido de si mesmo. Bill Skarsgård, como Edward, completa o trio principal com uma presença mais ameaçadora e imprevisível. Visualmente, o filme também merece atenção. As paisagens naturais e a fotografia ajudam a criar um ambiente quase fora do tempo, reforçando a sensação de isolamento. Sarnoski não tem pressa em contar sua história e deixa que os cenários, os silêncios e os personagens conduzam a narrativa. Mas é justamente aí que o filme pode dividir o público. Quem espera uma aventura tradicional de Robin Hood provavelmente vai estranhar bastante. A ação fica em segundo plano e a história se concentra em culpa, envelhecimento, violência e redenção. Em alguns momentos, esse ritmo mais contemplativo funciona muito bem, mas em outros, a narrativa parece demorar mais do que deveria para chegar a determinados pontos. Ainda assim, há algo interessante na escolha de Sarnoski, pois ele não tenta simplesmente contar novamente a história de Robin Hood. Ele pergunta o que aconteceria se a lenda estivesse errada sobre o próprio herói? E é dessa pergunta que nasce um filme mais adulto, melancólico e, acima de tudo, humano. O filme pode não agradar quem procura uma aventura épica, mas oferece uma releitura corajosa de um personagem que já foi levado ao cinema inúmeras vezes. Não é um filme para sair do cinema empolgado com batalhas e flechas. É uma história sobre o que sobra de um homem quando a lenda desaparece. Vale o ingresso e a indicação etária é para maiores de 18 anos.

A última estreia desta semana nos cinemas em Nova Friburgo é Patrulha Canina: Uma Aventura Dino. Essa nova aventura leva Ryder e seus inseparáveis filhotes para uma ilha habitada por dinossauros. Quando uma erupção vulcânica coloca os animais em perigo, a equipe precisa novamente trabalhar unida para enfrentar o desafio e salvar seus novos amigos. A proposta é simples, mas combina perfeitamente com o espírito da franquia. A presença dos dinossauros traz novidade à fórmula já conhecida, criando situações de aventura, humor e algumas boas doses de ação. Chase, Skye, Marshall e os demais personagens continuam com o mesmo carisma que conquistou as crianças ao longo dos anos, enquanto Rex ganha um papel importante nessa nova missão. O grande mérito está justamente em entender o que tornou Patrulha Canina tão popular. A animação não tenta complicar a história nem transformar os personagens em algo diferente. Mantém no centro valores como amizade, coragem, cooperação e a ideia de que todos podem contribuir quando trabalham juntos. Para os pequenos, isso vem acompanhado de cores, dinossauros e muita aventura. Para os pais, é uma mensagem positiva que continua fazendo sentido. É claro que a narrativa pode parecer bastante previsível para os adultos, mas essa simplicidade faz parte da proposta. Patrulha Canina: Uma Aventura Dino não pretende reinventar a animação infantil, e nem precisa. Depois de tantos anos, o mais importante para uma franquia como essa é conseguir preservar sua identidade e, ao mesmo tempo, oferecer aos pequenos uma nova aventura para descobrir. No fim, a animação entrega exatamente o que seu público espera com muita diversão, personagens queridos e uma história leve sobre ajudar o próximo. É uma boa oportunidade para apresentar a Patrulha Canina no cinema a uma nova geração e, para quem já acompanha os filhotes há anos, mais uma aventura para celebrar o legado da franquia. Vale o ingresso e a indicação etária é para maiores de 6 anos.

A dica para assistir em casa desta semana vai para The Last House, suspense de ficção científica estrelado por Wagner Moura e Greta Lee. O filme parte de uma premissa bastante interessante ao colocar uma família presa dentro da própria casa, sem conseguir sair e sem saber exatamente o que aconteceu do lado de fora. A tensão funciona especialmente bem no início, quando o isolamento e a falta de respostas criam uma atmosfera de apreensão, enquanto o elenco consegue dar peso emocional à situação. Wagner Moura é um dos destaques, ajudando a sustentar os momentos mais dramáticos. O problema surge quando o roteiro começa a explicar seus mistérios e aposta em soluções menos convincentes, fazendo com que a história perca parte da força construída no começo. Ainda assim, a boa atmosfera e a combinação de suspense, drama familiar e ficção científica fazem de The Last House uma opção interessante para quem procura algo diferente para assistir em casa. Disponível na Netflix.

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